HISTÓRIAS DE ANTIGAMENTE
Muito antes da televisão e da internet, a contação de histórias era uma arte muita apreciada e transmitida de geração em geração. Era quase um ritual reunir a criançada ao anoitecer, logo após o jantar, para uma sessão. A avó era sempre a mais requisitada para entreter os pequenos com suas histórias de assombrações, contos e cantigas. Lembro-me que, na casa da minha avó paterna, Terezinha Batista, lá no bairro Mangaló, em Taubaté, havia um enorme fogão de lenha. Sentávamos perto do fogo, e, enquanto o tição de lenha ia queimando vagarosamente e iluminando o ambiente – naquele tempo só havia luz de lamparina -, minha avó contava suas histórias. Era uma aventura. Da minha avó materna, Brasilina Jesus, não tenho a sorte dessas lembranças. Ela nos deixou quando ainda éramos muito pequenos. Mas o tempo me deu outras avós, e uma delas, a avó Olívia de Jesus Fernandes Carvalho - “Vó Olívia” -, mãe do jornalista e acadêmico Altair Fern...