Pular para o conteúdo principal

Postagens

Destaques

LEMBRANÇAS

Nasci em 1850. Fincada no sopé de um morro, lá estava eu; clara, larga, hospitaleira, recebendo em cheio as matizantes luzes do pôr do sol, tal qual a flor nos albores da primavera. Era extremamente feliz. Com minhas amplas janelas abertas de par em par, recebi, em 1883, Joaquim e Ana, dois jovens que buscaram em mim o abrigo, o ninho aconchegante para uma vida a dois. Agasalhei-os carinhosamente entre minhas paredes grossas e fortes e protegi-os das intempéries do tempo debaixo de minhas vermelhas telhas. Vi, prazerosa, nascerem vinte e um rebentos, um a um, enchendo de choro, risos e reinações os quartos, salas e corredores. Eu os senti crescerem, dançarem ao som de violões, rezarem aos pés de São Francisco. Eu os vi enamorarem-se, partirem. À despedida de cada um, em busca da concretização de seus sonhos, era como se me arrancassem uma parte. Afinal eram também meus filhos. Sentia-os como se fossem minhas avezinhas a quem agasalhara sob meu teto com imenso carinho. Cada vez mais soz...

Últimas postagens

DOCES LEMBRANÇAS

UMA PRISÃO A SE COMEMORAR!

MEUS CAMINHOS EM BUSCA DE EQUILÍBRIO

UM DIA EM RUTHERFORD

A GUARDA IMPERIAL