HISTÓRIAS CURIOSAS

João Paulo Ouverney
Cadeira 17T

 Escrevi nos jornais, e posto até hoje nas redes sociais, casos curiosos envolvendo nossa cidade, eis alguns:


CHIQUINHO DO GREGóRIO - Francisco Carvalho, popular Chiquinho do Gregório, era um construtor espetacular e veio de Portugal para levantar diversos prédios, entre eles o Palacete Visconde da Palmeira (sede do Museu), o teatro na Praça da Cascata e as igrejas Matriz e São José. Pois em 1867 a Estrada de Ferro Rio-São Paulo ia chegar a Pinda e a estação seria construída onde é hoje. No local havia o cemitério, abrangendo também a área da escola Dr. Alfredo Pujol.  Chiquinho foi encarregado de construir o novo cemitério municipal (o atual), e três dias após a inauguração ele morreu e foi o primeiro a ser nele sepultado, em 19/10/1864. Seu túmulo, em formato arredondado na parte de cima, fica à direita da capela, é o número 1!


REPORTAGEM MAIS TRISTE - Fiz muita reportagem alegres e outras nem tanto. Mas a mais triste de todas foi sobre a morte do engenheiro José Salgado Ribeiro, ex-diretor da EF Campos do Jordão, no final da década de 80. Eu era repórter da Tribuna do Norte, um dia antes havia estado com ele em seu gabinete, me disse que iria no dia seguinte ao Rio comprar um veículo tipo caminhão que corre sobre trilhos para manutenção da Ferrovia. Um caminhão cruzou a Dutra e matou José Ribeiro e seu motorista Aurélio. A Praça em frente ao escritório e estação da ferrovia ganhou seu nome, Engenheiro José Salgado Ribeiro. Era filho do ex-prefeito Manoel César Ribeiro e irmão do também ex-prefeito João Ribeiro e ex-vereador Manezinho Ribeiro.


AGULHA NO PALHEIRO - A Ferroviária, com seus mais de 92 anos, também tem muita história curiosa. Uma delas é a do saudoso ex-vereador Salvador Piorino (irmão de nosso companheiro Acadêmico dr. Francisco Piorino Filho. Salvador nasceu no mesmo dia, mês e ano da fundação do clube (12/04/1930), e muitos anos depois iria fazer parte da diretoria.


92 ANOS DA FERROVIÁRIA – O clube foi fundado em 12/04/1930, na sede do Clube Literário, que ficava na Praça Formosa, atual Monsenhor Marcondes.

Humildes funcionários das Estradas de Ferro Central do Brasil e Campos do Jordão montaram times para jogarem futebol nos fins de semana. Fizeram uma rifa para comprarem a primeira bola. O engenheiro Orlando Drumond Murgel, então diretor da “Estradinha”, resolveu oficializar, fazer ata e registrar em cartório. Hoje a Ferroviária é um dos maiores clubes do interior paulista. Orlando Drumond foi um engenheiro ferroviário de muita capacidade. Após oito anos em Pinda, foi dirigir as Estradas de Ferro Sorocaba e Araraquarense, entre outros cargos.


QUEM FOI O DR PINHEIRO JUNIOR - Cidadão homenageado com seu nome no estádio da Ferroviária e em uma das principais avenidas de Pinda (bairro Campo Alegre) e um busto na Praça da Cascata. Foi médico da EF Campos do Jordão, trabalhou muito na arrecadação de fundos para construção do estádio do clube, na Boa Vista. Mas morreu em 1947, um ano antes da inauguração do campo, que recebeu seu nome. Era muito bondoso, atendia de graça pessoas carentes, por isso foi apelidado de “Médico dos Pobres”.


PRAÇA SÃO BENEDITO – Há 50 anos, em 1972, havia na igreja de São Benedito um movimento de Jovens chamado JUSB: Juventude Unida de São Benedito, que chegou a ter mais de 100 integrantes. Todo domingo, após a “missa das 6”, na verdade, das18h, eles lotavam  a pracinha, e ao som das músicas tocadas pelo Dj Walter Leme no alto falante, nasceram muitos namoros e famílias firmes e fortes até hoje. Eu fui um desses jovens!


FAMíLIA OUVERNEy NO JORNAL DA CIDADE - A família Ouverney tem a honra de ter tido grande participação no Jornal da Cidade. Meu irmão José foi o primeiro editor, depois eu durante 10 anos, e lá trabalharam como repórter minha irmã Maria de Lourdes, como paginadores minha filha Luciana e sobrinhos Lucas e Danni. E meu filho Leo prestou alguns serviços de informática. Se o “Zé” fosse vivo atualmente (setembro de 2022), certamente eu estaria lá como editor-chefe.


GRATIDÃO - Gratidão é uma obrigação com pessoas que nos impulsionaram, deram o empurrão inicial. No meu caso, na Imprensa, devo muito primeiro a Deus, depois ao Walter Leme, ao mano José (Jornal 7 Dias), Aércio Muassab e ex-prefeito João Bosco Nogueira (Tribuna do Norte) e ao saudoso José Antonio de Oliveira, fundador e mantenedor do Jornal da Cidade durante 32 anos. Foi um herói esse Zé!


CIDADÃO PINDAMONHANGABENSE – Nasci próximo à estação de Santo Antonio do Pinhal,  meu pai trabalhava na EF Campos do Jordão, e fui registrado naquele município. Um ano depois vim para Pindamonhangaba e aqui vivo até hoje. Em 2004 o então vereador Alexandre Pereira Costa “Pió” indicou meu nome para o título de Cidadão Pindamonhangabense, mas perdi por um voto. Sem problema, importante é que esse título que Deus me concedeu, e que carrego dentro do coração, é eterno! Obrigado, Pió, valeu!


Cheia de encanto, beleza,

e súditos tão risonhos,

és Pinda, a eterna Princesa

encantada dos meus sonhos!

(Trova: João Paulo Ouverney)






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