A AVENTURA DE BEN BEN

Anamaria Guimarães Iadeluca
Cadeira 35T


    Era uma tarde agradável e tranquila em San Diego, Califórnia, véspera de Natal e a casa estava cheia de vida. Carol, a mãe de Ben Ben e Braxton, estava ocupada preparando os enfeites no andar de cima, enquanto eu, a bisa, assessorava. Os meninos estavam brincando no andar de baixo. Ben Ben, apelido dado por seu pai, é muito apropriado, considerando que ele vale por dois em matéria de travessuras! O pequeno aventureiro de 3 anos, com seus cabelos levemente dourados e olhar vivo, estava sempre pronto para explorar e se meter em encrencas. Braxton, seu irmãozinho de 5 anos, com sua pele clarinha rosada e grandes olhos azuis, era o oposto, mais calmo e cuidadoso.

    De repente, um silêncio assustador. Carol gritou pelo nome deles e nada. Josh, o pai deles, havia saído e nós esquecemos de travar a porta. Descemos a escada velozmente e vimos que estava aberta. Sumiram! Corremos atrás deles pelo pátio que une as casas até a rua, chamando pelos meninos. Carol, desesperada, correu para o lado esquerdo, que leva à portaria, com seu coração batendo forte no peito. “Ben Ben! Braxton!”, gritava ela, sua voz ecoando pelas ruas do condomínio. Seus olhos estavam arregalados de medo, imaginando o pior. Ela correu o mais rápido que pôde, sem se importar com os sapatos que havia perdido ao longo do caminho. A rua estava vazia, mas ela sabia que os meninos podiam estar em qualquer lugar.

    “Será que eles saíram do condomínio?”, pensou Carol, sentindo um arrepio na espinha. Ela acelerou o passo, olhando para todos os lados, procurando por qualquer sinal dos meninos. A portaria estava à vista, mas não havia sinal deles. Carol sentiu um nó na garganta e começou a chorar, imaginando o pior.

    Enquanto isso, eu fui para o lado direito, olhando nas varandas das casas onde todas as manhãs, fazendo este caminho passeando com eles, Ben Ben costumava explorar cada detalhe. Buscava por qualquer pista. Foi então que vi os cones de proteção de um jardineiro caídos no chão. “Passaram por aqui”, pensei. Apressei os passos e logo à frente tinha uma curva. Cheguei até lá e, por felicidade, vi os dois no meio da rua, super felizes. Braxton estava correndo atrás da motinha elétrica que Ben Ben pilotava, carregando um bichinho de pelúcia de estimação. Ele estava completamente à vontade, pilotando a motinha como um experiente.

    Nisso, aparece Carol, a rua contornava o condomínio, cansada, mas aliviada, e os meninos levaram uma bronca merecida. “Meus filhos, eu pensei que tivesse perdido vocês!”, disse Carol, abraçando-os forte. “Nunca mais façam isso novamente, ouvem?” Os meninos olharam para ela com olhos arrependidos, sabendo que haviam feito algo errado.

    Mas o alívio e o amor nos olhos de Carol eram palpáveis. Os meninos estavam sãos e salvos, e isso era tudo que importava. Enquanto voltávamos para casa, não pude deixar de sorrir ao pensar na aventura que os meninos haviam tido. Ben Ben, o pequeno aventureiro, e Braxton, o irmãozinho leal, certamente terão histórias para contar sobre essa escapada. E eu, a bisa, estarei lá para contar também.

    Ao chegarmos em casa, os meninos foram repreendidos novamente por Josh, que havia retornado e estava preocupado com a segurança deles. Mas logo a bronca passou e a família se reuniu para continuar os preparativos para o Natal.

    E Ben Ben? Está, provavelmente, planejando sua próxima aventura. Será que ele vai conseguir escapar novamente? Com essa personalidade aventureira, é fácil imaginar que ele estará sempre se metendo em encrencas e dando trabalho para os adultos ao seu redor. Mas, ao mesmo tempo, é claro que é um garotinho muito amado e admirado por sua família.

    E eu, a bisa, estarei pronta para relatar a próxima aventura.



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