SAÚDE COMO PLANO
Geralmente as pessoas se sentem confortáveis por possuírem um “plano de saúde”, mas se esquecem de que é mais importante ter a “saúde como plano”, o que implica em aceitar alguns critérios fundamentais que vão além da individualidade e do egoísmo.
Os seres humanos vivem em coletividade e num espaço comum, de onde procedem o estresse, as incertezas, a insegurança, a água, o alimento e o ar que respiram. Isso induz ao entendimento de que os cuidados com o corpo e com a mente devam estar intimamente ligados com os cuidados com o planeta e com as pessoas, respeitando-se as diferenças individuais, coletivas e raciais.
Apesar de a humanidade viver num meio deteriorado por sua própria culpa, as pessoas têm o poder de reagir e modificar aquilo que incomoda. A poluição ambiental é um desses inconvenientes, ao lado dos fatores estressantes tão comuns numa sociedade violenta, competitiva, repressiva, consumista e manipuladora.
Usando o instinto, a inteligência e a capacidade de discernir, qualquer indivíduo tem recurso para controlar sua adaptação nesse meio hostil, de maneira a criar condições favoráveis à conquista de um estilo de vida saudável, tanto para si quanto para os outros.
Saber votar e saber amar faz parte desse plano. Saber votar contribui na escolha de governantes empenhados em reverter os danos sociais e os danos à natureza; saber amar coopera com o equilíbrio mental e o progresso espiritual das pessoas.
Pesquisas realizadas com todo critério científico demostram que medidas preventivas como deixar de fumar, abolir o alcoolismo e as drogas, reduzir o sedentarismo, o peso, o nível dos distúrbios metabólicos e da pressão arterial, não são tão eficazes para promover a saúde, se não forem apoiadas no relacionamento de amor e carinho na vida das pessoas.
Como médico, concordo com essa opinião e incluo o amor entre os principais fatores indispensáveis para alcançar a saúde, junto com outras atitudes práticas, a exemplo de caminhar, tomar sol, dormir bem e cuidar da boa prática alimentar.
Fundamentado nesse conceito, tenho por regra propor às pessoas a ideia de agregarem ao cotidiano um hábito voltado à “saúde como um plano”, em forma de uma regra mnemônica, lembrando cinco palavras iniciadas pela letra “S”:
O primeiro “S” é de “SOLA”, lembrando a caminhada, estimulante da liberação da endorfina, o hormônio da felicidade e do relaxamento, elo químico entre a mente e o corpo;
O segundo “S” é de “SOL”, lembrando a luz do dia que ativa a síntese da serotonina, hormônio que mantém o indivíduo acordado, ligado às necessárias atenções da vida, tornando-o mais vigilante;
O terceiro “S” é de “SONO”, lembrando a síntese da melatonina, a qual sustenta o repouso, o descanso de uma vigília intensa e realiza a faxina diária, eliminando os radicais livres prejudiciais para o organismo;
O quarto “S” é de “SALADA”, lembrando uma alimentação saudável, a maneira correta de captar combustível limpo para manter a vida, livre dos venenos da contaminação por agrotóxicos e fármacos nocivos, como também do hábito carnívoro exagerado;
O quinto “S” é de “SÃO FRANCISCO”, lembrando as ações mentais saudáveis, sabiamente reveladas na consagrada prece do Santo de Assis que conduz as pessoas pelo caminho do amor, do prazer sadio e da recompensa, dando-lhes o dom de poder cuidar bem de si, dos semelhantes e da natureza.
Em resumo, concluo que uma boa forma de promover a “saúde como um plano” é praticar, diariamente, as ações associadas a esses “5S”, como caminhar, tomar sol, dormir bem, cuidar da boa alimentação e saber amar, cuja memorização pode ser facilitada por este jogo de palavras: SOLA, SOL, SONO, SALADA E SÃO FRANCISCO.
“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer
um novo começo, qualquer um pode começar
agora e fazer um novo fim”.
Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier

Comentários
Postar um comentário