PANDEMIA
Elaine Santos
Cadeira 32T
Ruas vazias
Olhos cansados
Sonhos adiados
Um momento que não foi vivido
Um casamento que não houve
Uma viagem que falhou.
No mais, a incerteza de um dia “normal”,
O costumeiro abraço já ficou de lado
Diminuíram-se os beijos
E as risadas entre amigos
Que já não compartilham do mesmo bar
O que não era notado, de tão comum, hoje é raro
Como ir à escola ou ao trabalho
Tomar sorvete aos domingos
Ou uma cerveja na madrugada
Respirar já não é tão fácil
Asfixiam-nos embaixo de uma máscara que esconde nossos
rostos e nossos medos
De repente o mundo parou
Os aeroportos parecem assombrados,
Nos parques já não há ninguém,
E nossos olhos tornaram-se ainda mais o espelho d’alma...
A máscara é o novo lixo
Espalhado no chão, nos bancos de praça, em qualquer lugar...
Elas servem para nos mostrar que não somos tão livres
Nem dominamos o mundo,
E mal sabemos de nós
São tempos de incertezas
Mas o que resta diante do caos?
Restam os sonhos, a compaixão, a arte
E a esperança de novamente termos liberdade para andar,
respirar e amar em paz!
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Elaine Santos nos lembrou daquele período de incertezas. De alguma forma a pandemia marcou a todos!
ResponderExcluirQuando entendeu que iria ficar dias em casa, sair de máscara e evitar pessoas? Lembra do medo e do sentimento de impotência? Lembra de quem se foi pela doença?
Por um longo período nossa vida mudou e, entre angústias e reencontros com o tempo natural do corpo e da alma, descobrimos que não somos soberanos!
Foi preciso equilíbrio. Nos vacinamos, nos equilibramos e sobrou a lição: "Diante do caos restam os sonhos, a compaixão, a arte e a esperança"!
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