DILEMA

Elisabete Nogueira da Silva Guimarães
Cadeira 34T

O céu está azul como sempre

O mar, mais azul ainda

refletindo a bondade do Criador

Lá na frente vejo um homem

na ponta de um precipício

olhando o abismo que se forma

no ritmado bater das ondas


Não sei o que quer, o que pensa

se precisa e quer ajuda...

não sei se o puxo ou o empurro

O que faço? Deixo-o escolher...?

Ainda bem que ele ouve a música

que todos na praia escutam com alegria


Ainda bem que ela chega até ele

e ela o deixa mais calmo

Desiste de pular pra fora da vida

Acho que só vai esperar o tempo passar

Enquanto a saudade se dissipa cristalina


Tenho esperança de que tudo vai sumir

E seus temores e medos

não vão passar de tristes lembranças

Do amor que viveu um dia

E se foi sem deixar endereço!




Comentários

  1. Imagine-se nessa situação... na beira de um penhasco defronte ao mar. Sozinho. O azul do céu abraçando o azul do mar e o beijando no horizonte. O Sol, a brisa,... Imaginou? Inevitáveis lembranças viriam a mente e, nesse cenário inspirador de imensidão divina, pode acreditar que o amor ou a fé seriam evocados! Saudades seriam expurgadas, dores seriam curadas, amores reverenciados,... A natureza nos purifica!

    Eis que ao longe essa poeta te observa... Obrigado Bete Guimarães por nos revelar em versos o que viu nessa cena!

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  2. Obrigada, Kleber por suas palavras e por compartilhar!

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  3. "O céu está azul", é o silêncio da " pausa". A " bondade do Criador" é a verdade da "melodia" e "letra" ( código). O " ritmado bater das ondas " é o " pulsar " da emoção. E, " ainda bem que ele ouve a música que todos na praia escutam " ( sustentação), " ela chega até ele e ela o deixa mais calmo "🙏🎼Enfim, a MÚSICA PULSA NESTE " DILEMA "❤️🌹

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