REPORTAGEM INIGUALÁVEL

Benedito Aércio Bondioli Muassab Cadeira 09T

    Quando o Corinthians Futebol Clube, gloriosa equipe local do Bairro Alto do Cardoso, foi decidir o título do Campeonato Amador do Estado de São Paulo, aqui em Pinda (o primeiro jogo foi fora), eu reuni os funcionários e falei que poderíamos fazer uma reportagem que entraria para a história do jornal.

    Assim, combinamos com a clicheria do Toninho e do Ricardo (na época era clichê e não foto para ir na impressora).

    Então, ao entrarem em campo as equipes, o Roberto Faria fotografou-as e no transcorrer da partida, que começou às 16 horas, ele tirou fotos dos principais lances do primeiro tempo.

    Quando este terminou, ele foi ao seu estúdio e revelou estas fotos. Em seguida, levou-as para a clicheria. Neste tempo, acabou o jogo, o Corinthians venceu, eu fui rápido para a sede do jornal, escrever a matéria.


    O Gordinho e o Donizeti iam compondo-a enquanto o Santiago preparava a impressora. Logo depois, o Roberto chegava com os clichês.


    Na sequência, colocamos na impressora a primeira página montada (as outras já estavam prontas) e deu-se início à impressão do jornal. Ao terminar a impressão, dobramos os jornais e tudo havia acabado.


    Estava ali prontinho, o jornal, às 20 horas, para ser distribuído nas principais ruas da cidade, o que fizemos a seguir.


    Recorde absoluto, quatro horas após o término da partida, um jornal circulava com o resultado e fotos do jogo. Nunca houve isso. E nem haverá!




Comentários

  1. Já imaginou não poder se informar sobre a previsão do tempo logo que acorda? Não poder ter notícias fresquinhas sobre a economia, a cotação do dólar nesse instante, as fofocas locais, a última bomba no oriente, a resenha da última partida do campeonato ou o último pensamento matinal de um doido norte-americano?! Já imaginou não poder comprar uma bicicleta elétrica naquela ida ao banheiro durante a madrugada?! Já imaginou se você não pudesse conversar a qualquer momento com aquela amiga que mora em Tóquio?!

    Pois é... Houve um tempo em que nada disso aconteceria de forma imediata, o próprio tempo caminhava na velocidade da sombra dos postes! E as informações, rastros do tempo, estavam sempre muitos passos atrás!

    Nosso nobre acadêmico Benedito Aércio Bondioli Muassab nos traz um relato sobre o que um bom jornalista "analógico" tinha que fazer para que a notícia chegasse às mãos dos leitores da nossa Tribuna do Norte no tempo certo.

    Quais são suas lembranças sobre a vida antes da globalização e da tecnologia?
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