QUIETUDES
Cadeira 13T
Não me obrigo a quietudes,
Mas nelas me concentro.
Faço delas um instrumento,
Nelas encontro plenitudes.
É das suas profundezas
Que emerge meu agir
Mais intenso, o arbítrio!
Mergulho... vou fundo.
Ideias, pulsões e emoções.
Nelas, transbordam inspirações,
Atinjo alto nível na meditação,
Vou longe na oração!
Não me obrigo a calar
Nem a ninguém a me ouvir...
Mas quando saio delas digo
Com emoção e pulsar!
Vejo-me por dentro,
Aparto-me do viver necessário,
Sinto-me livre para pensar!
Silêncio... quietudes, respiro profundo.
Sinto-me grande, alimento a alma,
Livre das hostilidades e ameaças
Vivo sonhos, encantos, desejos,
Gero ações, poemas e evocações.
Arquiteto planos, imagino, sonho.
E nesse sonhar, renovo células, vivo e...
Não me obrigo a nada,
Só a amar!

Nossa mente é como um lago que só na calmaria pode refletir a imensidão do céu e, ao mesmo tempo, revelar suas riquezas mais profundas.
ResponderExcluirNos momentos de silêncio e reflexão conseguimos enxergar além do superficial! As agruras decantam, nosso espírito serena e, de forma catártica, a razão e a poesia se encontram para denunciar sutilezas existentes entre a imponderável retidão de uma pedra lacustral e a vigília etérea de longínquas estrelas.
O acadêmico José Luis Gândara Martins nos trouxe um belo relato sobre o poder despretensioso e revelador vivido nos momentos de quietude, algo que é cada vez mais incomum nos nossos turvos dias garimpando o ouro de tolo. Sua poesia é um convite para ler, escrever, meditar, orar, sonhar e, sobretudo, amar!
O que você sente nos momentos de silêncio? COMENTE e COMPARTILHE! ;)