O DESPERTAR

    Era uma vez, em um lindo Jardim, uma menina que brincava com todos os bichinhos que ali viviam; seu nome era Jasmim. Tão meiga, carinhosa e falante, amava brincar com as lindas borboletas que ali viviam. Jasmim tinha uma amiga muito especial, Dona Lagarta. Todos os dias conversavam e brincavam muito. Dona Lagarta não podia correr com agilidade ou até mesmo voar, sempre ficava observando e rindo com a amiga Jasmim e as lindas borboletas que voavam à tarde toda.

    Certo dia, Jasmim percebeu que Dona Lagarta estava triste, quase não falava, só observava; parecia cansada.

    Então Jasmim perguntou:

        – O que houve, Dona Lagarta? Por que está triste?

    Dona lagarta respondeu:

       – Ah... Jasmim, me sinto cada dia mais lenta; queria tanto poder voar como as borboletas e ter agilidade! Voar de flor em flor; ter asas tão lindas... parece que sempre ficarei assim.
Então Jasmim respondeu:

      – Não fique assim, Dona Lagarta! Você é tão linda, tão amiga e tão especial! Você tem muitas qualidades, não desista de sonhar! Sabe, Dona Lagarta, mamãe sempre fala que tudo tem o seu tempo.

    Já era tarde naquele dia e Jasmim percebeu que já era hora de voltar para casa; deu tchau para seus amigos e seguiu saltitando. No dia seguinte, ao chegar no Jardim, Jasmim percebeu algo diferente: Dona Lagarta havia desaparecido.

    Jasmim gritou:

        – Dona lagarta! Dona lagarta!

    Mas de nada adiantou.

    Ao olhar para o lugar onde Dona Lagarta tinha costume de ficar, percebeu que havia algo diferente, um casulo! Observou e não tocou, continuou a procurar Dona Lagarta; sem sucesso, resolveu ir para casa mais cedo naquele dia.

    Mais um dia amanheceu no lindo Jardim, e Jasmim correu em direção a seus amigos para brincar e se aproximou do casulo; percebeu que o mesmo estava aberto. Curiosa, Jasmim tentou descobrir o que havia acontecido ali.

    Foi então que ela ouviu uma voz:

        – Jasmim!!! Jasmim!!!

    Jasmim olhou para os lados, mas não viu ninguém; percebeu que a voz não era estranha.

        – Jasmim!!! Sou eu! Olhe para o alto!

    Ao olhar para o alto, Jasmim avistou uma linda borboleta voando sem parar, então ouviu:

        – Sou eu! Dona Lagarta!

    Jasmim ficou maravilhada e feliz ao ver a amiga tão alegre, voando alto, bem alto, e pôde perceber o importante processo pelo qual Dona Lagarta passara!

    Dona Lagarta se tornou a borboleta mais bela do lindo Jardim de Jasmim.

    Assim como a história de Dona Lagarta, em nossa vida passamos por processos; alguns lindos, outros dolorosos, difíceis, mas mesmo assim são importantes para a nossa trajetória de vida, para formar quem somos.

    Nossa história, nosso processo para alçar voos em busca do melhor que podemos ser.

    Assim como os adultos, nossas crianças passam por processos! Precisamos respeitar o tempo de nossos pequenos e orientá-los de que cada fase, cada passo são importantes! Cada criança é única e passa por processos diferentes; cada uma no seu tempo, rumo ao DESPERTAR!

    Que você possa ajudar sua criança a acreditar em si mesma e a aceitar seus processos, suas dificuldades, sua história, e através dela, voar rumo a um futuro brilhante! Ajude seu filho A DESPERTAR com respeito, amor, compreensão, tranquilidade, carinho e motivação!

    Voem alto!


*   *   *   *   *

Cadeira 10H
Patrono: Profa. Julieta Reale Vieira

VANESSA ALVES COSTA DE MACEDO

    Escritora, pedagoga, psicopedagoga clínica e institucional. Coordenadora Pedagógica do Colégio Interativo COIN – Fundamental e Ensino médio. Especializada em Educação Infantil e Letramento, pós-graduanda em Psicologia Infantil. Colaboradora do Jornal Tribuna do Norte, apresentadora do programa Despertar em Família da TV RVC.

Comentários

  1. Hoje nossa acadêmica Vanessa Alves nos trouxe esse símbolo icônico de transformação! No jardim de nossa casa as borboletas são exemplo de transformação, liberdade e renascimento; nos ensinam que tudo é processo! Dona Lagarta demonstra a adultos e crianças aspectos da caminhada para o amadurecimento, algo muito inspirador sobretudo para o DESPERTAR dos nossos pequenos!

    Em momentos de introspecção e sensibilidade a singeleza do voo de uma borboleta pode nos desperta para a beleza, para simplicidade e para a fugacidade da vida! Cada vez que nos deparamos com esse insight poético um casulo se rompe dentro de nós e sentimos um arrepio na espinha denunciando uma verdade interior!

    Acabei de sentir um aborboletamento aqui! Sentiu?! COMENTE e COMPARTILHE!

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